Konrad-Adenauer-Stiftung e.V.
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Prefácio

Com os Manuais de Jornalismo Investigativo, visamos tornar esses
conhecimentos e ferramentas disponíveis aos jornalistas investigativos tanto
do futuro como do presente. Os manuais incluem, por isso, não apenas uma
parte sobre fundamentos destinada àqueles que são novos na especialidade,
mas também ferramentas avançadas para os mais experientes. Constituem
kits de formação e, ao mesmo tempo, uma fonte geral de informação e
inspiração. São produto de um trabalho ainda em curso. Enquanto os
capítulos iniciais de 1 a 8 marcam os fundamentos do projecto, os capítulos
suplementares sobre tópicos especializados serão apresentados no futuro.
Os Manuais de Jornalismo de Investigação não são fascículos
académicos comuns sobre o jornalismo. O seu conteúdo foi e será produzido
por jornalistas africanos, e para jornalistas africanos. Os estudos de casos
usados reflectem a realidade do continente. Os nossos agradecimentos são
dirigidos aos membros do Fórum dos Jornalistas de investigação Africanos
(FAIR) que não só produziram alguns dos estudos de casos, mas que também,
como parte de um grupo consultivo restrito, formularam comentários sobre
os primeiros esboços, assim como ajudaram a melhorá-los e a optimizá-los.
Os meus agradecimentos especiais vão para Evelyn Groenink, que coordenou
o presente trabalho, e para todos aqueles que deram a sua contribuição a
este projecto de diversas formas. O Seminário referente à Informação sobre
o Poder, organizado pela Universidade Witwatersrand, e especialmente Birgit
Schwarz ofereceram conhecimentos e contribuições consideráveis, sobretudo
durante a fase de definição conceptual da publicação e durante a produção
dos capítulos iniciais. Finalmente, o Centro de Jornalismo Investigativo (CIJ)
e os Repórteres e Chefes de Redacção Investigativos (IRE) merecem um
reconhecimento por nos terem permitido usar alguns dos seus materiais
de base sobre o jornalismo investigativo, os quais foram reformulados e
adaptados ao contexto africano.
Antes de mais nada, porém, gostaria de agradecer a Gwen Ansell que,
não só realizou um trabalho magnífico como revisora, mas que também foi
de facto ela própria a autora de grandes partes dos manuais. Foram os seus
conhecimentos, a sua sagacidade e o seu trabalho árduo que tornaram o presente projecto
num sucesso.
As pessoas muitas vezes consideram todos os jornalistas como sendo os guardiões
da sociedade. Contudo, são aqueles colegas que efectuam um esforço suplementar para
investigar questões de interesse público, mesmo contra resistências, que merecem este título
mais do que ninguém. Eles desempenham um papel indispensável em qualquer sociedade,
e ainda mais em sociedades que carecem de outros equilíbrios de poderes democráticos e
eficazes. É meu voto que os jornalistas africanos venham a fazer uso daquilo que os Manuais
de Jornalismo de Investigação lhes podem oferecer. Gostaríamos também de encorajar
os nossos leitores a apresentarem continuamente os seus comentários, reacções e novas
sugestões, para que progressivamente melhoremos ainda mais os manuais.

Que a profissão dos jornalistas de investigação no continente cresça e prospere – no
interesse de África e dos seus povos.

Frank Windeck
Director do Programa Regional de Comunicação Social para a África Subsariana
Fundação Konrad Adenauer